quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

REFLEXÃO



Quando eu tinha aproximadamente uns 6 (seis) anos, morávamos em uma cidade do interior e era costume sermos visitados por um vendedor de jóias.
Meus pais queriam nos presentear com um colar de ouro. Eu e minhas 5(cinco) irmãs tivemos a oportunidade de escolhemos a jóia que aquele homem estava a oferecer.

Lembro-me perfeitamente que minhas irmãs mais velhas escolheram cada qual seu colar de ouro e eu como não sabia o valor do ouro, optei pelo cordão de prata.

De todas as formas fui persuadida pela minha mãe e irmãs que deveria escolher o colar de ouro, era mais bonito, mais caro, mais precioso, porém, nada me convenceu, minha escolha foi o cordão de prata que aos meus olhos infantis era sem dúvida a melhor escolha e o que mais me agradava.

Fiquei muito feliz com o presente, mesmo aos olhos de minha mãe e irmãs o meu presente não tinha um valor real, mas para mim o valor era inestimável.

Eis o melhor de tudo isso:

Valioso ou não, eu me sentira extremamente feliz com a minha escolha.

Na vida às vezes fazemos escolha que aos olhos de nossos queridos não parecem boas.

Mas é a nossa escolha, certa ou errada fomos nós que a fizemos, não devemos nos incomodar com o que parece aos olhos dos outros, mesmo dos mais íntimos.

Essa foi uma grande lição em minha vida.